Trabalhava num consultório médico como secretária há 9 anos, tinha 39 anos e havia uma colega que estava comigo na receção há menos tempo. Era o consultório particular do doutor Paulo. O doutor tinha 50 anos, mas aparentava menos, moreno, cabelo grisalho, era divertido, simpático, sedutor… casado, tal como eu...
Quando entrava no consultório, metia-se muitas vezes comigo. Eu não ligava muito, sorria e saía… conhecia o doutor há 9 anos, já era uma relação familiar. Por vezes, após terminar as consultas, falávamos sobre a nossa vida, ele desabafava sobre a falta de tempo que tinha para a mulher e filhos, eu também partilhava que saía tarde do consultório, o meu marido trabalhava por turnos, ou seja sobrava pouco tempo para a relação… o doutor era muito atencioso, as nossas conversas não eram muito prolongadas, mas iam aos pontos principais e isso fazia-nos bem…
O doutor resolveu deixar de dar consultas às segundas-feiras, por norma era nesse dia que viajava para outros países, para congressos e formações… portanto, mesmo quando não viajava passava no consultório de fugida ou ficava em casa a tratar da quinta dele…
Num sábado de manhã foi dar consultas, notei que não estava nos dias dele, mais triste, menos falador… no fim das consultas perguntei-lhe o que se passava… disse-me que tinha discutido com a esposa, o ambiente em casa não era favorável, que se sentia cansado. Eu também lhe disse que estava casada há nove anos e que por vezes era difícil manter a calma e ter paciência. Era desgastante e complicado, mas que fazia de tudo para manter o casamento… desabafámos os dois, ficámos mais leves… o doutor agradeceu-me por tudo o que fazia por ele: as conversas, o estar a trabalhar até mais tarde, o meu profissionalismo, era muito importante para ele, fiquei meia corada… quase sem palavras, disse-lhe que já fazia muito tempo que o aturava… sorri… o doutor disse que a minha sorte era ser bom de aturar…
Era segunda-feira, nesses dias a minha colega não trabalhava. O consultório estava ao meu encargo. Atendia telefonemas para marcações de consultas, organizava o trabalho, havia sempre o que fazer… a meio da tarde o doutor Paulo apareceu, passou na receção cumprimentou-me e entrou no consultório… passado um bocado, bati à porta e fui ter com ele… Perguntei-lhe:
-Então doutor… como passou o fim de semana?
- Sabe… não fui a casa, disse à minha esposa que tinha uma formação longe de casa e fiquei num hotel, sozinho… quis ter o meu momento…
- E ajudou? Sente-se melhor?
- Fiquei melhor. A conversa que tivemos no sábado também ajudou…
- Sou uma confidente para si, o doutor também me ouve e isso é importante…
- Sem dúvida… o conversar faz-nos sentir melhor.
Estávamos sozinhos dentro do consultório, houve um ou outro momento no passado que me senti assediada por ele, mas não ligava… o certo é que naquele momento quer eu, quer ele sentíamo-nos carentes… os nossos olhares eram diferentes de todos os anos que trabalhávamos juntos, o doutor estava sentado na sua cadeira, levantou-se… percebi qual era a vontade dele, se ele investisse, eu ia ceder… aproximou-se de mim… existia um silêncio entre nós, os meus olhos arregalaram-se com a proximidade dele… Rodeou-me e por trás agarrou-me pela cintura, encostou-se a mim, a minha cabeça inclinou-se para trás e bateu no ombro dele… a porta da clínica estava aberta… por entre dentes disse-lhe para parar, mas ao mesmo tempo tinha vontade de me envolver com ele… começou por desabotoar a minha camisa, pôs as mãos dele bem firmes nos meus seios… com o doutor encostado a mim senti um volume a crescer de encontro a mim, junto ao meu cu...
Perguntei-lhe se não seria melhor parar… respondeu que queria satisfazer-se e satisfazer-me… não resisti…
Deixei-me levar… inclinada, apoiei os braços na secretária, puxou-me as calças para baixo…
Aquela adrenalina, da proximidade, do toque das mãos dele, sabendo que a porta da clínica estava aberta, deixou-me molhada… por trás… enfiou o pénis bem dento de mim, não podia ser algo demorado… foi aumentando o ritmo… as mãos dele estavam bem agarradas à minha cintura… aconchegado a mim, apalpou-me os seios, voltou a aumentar o ritmo, comecei a dar gemidos mais fortes… ele também gemia… pouco depois… veio-se todo dentro de mim… logo a seguir fui eu a atingir o orgasmo… foi uma rapidinha muito gostosa… não houve sexo oral, nem beijos… foi um descarregar de emoções… voltei para a receção com um sorriso nos lábios… o doutor saiu sorridente e acenou-me com a mão…
Nunca tinha traído o meu marido, fui tentada a fazê-lo e não consegui resistir… aquela rapidinha fez-me sentir mal pela traição, mas bem por me ter sentido solta e pelo prazer que tive… não voltei a envolver-me com o doutor Paulo, os nossos casamentos continuaram, e fomos muitas vezes confidentes um do outro.






