O nosso casamento ia de vento em popa, tudo corria bem, éramos um casal que tínhamos paciência um com o outro, havia entreajuda e essencialmente existia conhecimento da nossa maneira de ser, por vezes um pensava e o outro dizia.
Eu chamo-me Sara e era veterinária, adorava animais e pertencia a uma associação para ajudar bichinhos abandonados. Tinha 32 anos, o meu cabelo era curto e negro asa de corvo, olhos escuros, rosto comprido, alta e magra, seios médios… Selecionava os melhores momentos dos dias para me sentir ainda mais feliz, o meu positivismo ajudava.
O meu marido chama-se Júlio, alto, com o cabelo rapado, os olhos castanhos, uma pessoa calma, sabia gerir e controlar todos os problemas que apareciam, ambos gostávamos do imprevisto.
Estávamos casados há quase dois anos, lidávamos bem com a parte sexual, os nossos envolvimentos eram diários, tinha alturas em que nos envolvíamos mais do que uma vez ao dia. Tratávamos o sexo/amor por tu, gostávamos de dar e sentir prazer, o lugar por vezes ficava para segundo plano, o importante era a intensidade que dávamos ao acto.
As nossas vidas profissionais ocupavam-nos bastante durante a semana, só tínhamos a noite para desfrutar a nossa companhia, ao fim de semana tínhamos o domingo livre para fazermos o nosso programa, gostávamos da natureza, passear pela areia junto ao mar, levávamos connosco o Tico, um cão da raça fox terrier, também fazia parte do nosso entretenimento.
O nosso amor pelos animais, fazia-nos pensar em mudar de casa, com mais espaço para podermos ter vários animais, a parte de termos um filho/a para já não estava nos nossos projetos.
Mas tínhamos um plano, como estávamos quase a fazer dois anos de casamento, queríamos festejar a data com uma viagem, estarmos 10 dias fora do país, longe da rotina… resolvemos planear uma viagem a vários países e fizemos um roteiro, a ideia era ir a Praga, Budapeste e Viena. Marcámos as viagens com uma antecedência de dois meses.
Enquanto não chegava a altura, íamos conhecendo o nosso país, passámos fins de semana repletos de amor e carinho, várias caminhadas, procurávamos conhecer ao máximo todos os locais que íamos, o desconhecido fascinava-me.
Fazer sexo em locais públicos dava-nos uma adrenalina fora de série, um desses momentos aconteceu na estação de serviço de uma autoestrada, íamos passar o fim de semana fora, o tempo estava quente, sentimos uma vontade súbita de termos prazer, enquanto o meu marido conduzia tocava-lhe no pénis, senti-o duro, a sua mão passou por baixo da minha saia, afastou as cuecas e os dedos entraram e saíram da minha vagina, a excitação aumentou, parámos o carro numa zona em que passava pouca gente… o Júlio continuou sentado no lugar do condutor, desabotoei os botões das suas calças e ele puxou-as para baixo até aos joelhos… a minha boca pedia um pénis duro e babado… foi de encontro a ele, chupei-o com intensidade, percorria a língua no seu todo, metia só a glande dentro da boca e depois ia até ao fundo, a língua mexia à volta da cabecinha, mas tinha de acelerar, o local não era propício a demorar, aumentei o ritmo… enquanto a minha mão tocava uma punheta, deu um "ai que bom" o leite morno entrou cheio de pressão na minha boca… engoli tudinho…
O Júlio não quis ficar atrás, rodei um pouco as minhas pernas, levantou-me a saia, baixou até à minha vagina, enquanto lambia o clitóris, metia um, depois dois e foi até três dedos dentro da vagina. Havia pessoas a passar perto, disfarçava com a minha mão à frente da boca, para não mostrar a minha expressão de prazer… o meu marido aumentou o ritmo dos dedos a entrar na minha vagina molhada, a língua sabia o ritmo bem encostada ao meu clitóris com movimentos muito rápidos, cheia de espasmos o orgasmo tinha chegado…
Momentos destes, fortificavam ainda mais a relação, era uma união apimentada.
A viagem que tínhamos programado estava a chegar, um nervosismo miudinho aparecia porque sentia um pouco de medo ao viajar de avião, preparámos as mochilas, não podiam ir muito carregadas porque íamos percorrer três países de um lado para o outro, organizámos tudo direitinho. Fomos para o aeroporto, o voo estava um pouco atrasado… ficámos a aguardar, o tema de conversa passou por alguns momentos de sexo que passámos juntos, aquela conversa aguçou o apetite para entregarmo-nos um ao outro. Um pouco mais tarde, entrámos no avião, ocupámos os nossos lugares, a viagem era relativamente curta, o avião levantou e o assunto do sexo voltou… estava a sentir-me desejosa… levantei-me e pedi ao Júlio para me acompanhar, simulei um enjoo, agarrei uma mão à barriga, a outra à frente da boca, entrámos os dois no WC…
Abraçámo-nos, agarrados um ao outro demos vários linguados, tinha de ser algo rápido, o Júlio desceu as calças, chupei-lhe o pau durante uns segundos, a seguir levantei a saia, o meu marido puxou as cuecas para o lado e pôs a sua saliva nos dedos, esfregou-os na minha cona, inclinei-me ligeiramente para a frente, atrás de mim, enterrou o pau dentro de mim, a trepidação do avião acompanhava os movimentos, cada vez aumentava mais o ritmo, sempre forte na intensidade, veio-se… e o seu fluído dentro de mim acelerou a minha chegada ao orgasmo…
Continuamos a ser um casal, obcecado pelo prazer, pelo nosso bem-estar, entregues às loucuras dos momentos.

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