segunda-feira, 5 de abril de 2021

Bruno

Sempre fui uma mulher com uma rede social alargada, era empresária no ramo têxtil, tinha várias lojas de roupa... quase ficava sem tempo para relacionamentos, tinha 29 anos, dedicava-me inteiramente à parte profissional e a parte pessoal ficava para trás. 

Embora tivesse pouco tempo para me envolver, sentia essa necessidade, não queria estar agarrada a uma relação que me prendesse e afetasse a parte profissional, sabia que não ia dar certo… queria apenas ter os meus encontros com quem achasse interessante e passava muito tempo sem o fazer...  

Tinha vários fins de semana sem sair, ou porque o tempo era escasso, ou porque me sentia cansada, ou porque preferia usufruir da minha casa, visto que durante a semana só usava o meu quarto e pouco mais.


Numa das minhas lojas havia um funcionário novo chamado Bruno, fora a minha sócia que lhe tinha feito a entrevista, já me informara que ele era de cortar a respiração… tinha 22 anos, pouca barba, olhos esverdeados, cabelo castanho, fisicamente estava no ponto, muitas tatuagens nos braços… era muito sexy… 


Passei uma semana seguida durante a tarde naquela loja, era a altura de mudar a coleção, queria saber se ele tinha jeito para o atendimento, quis controlar a faturação. 

Numa terça-feira, informei os dois funcionários que na quinta-feira seria para ficarem até mais tarde, para se remodelar a loja… colocar roupa em saldo e dispor a nova coleção… 


Enquanto estava na loja observava a forma como o Bruno trabalhava, pelo canto do olho apreciava os atributos físicos dele, por vezes não disfarçava o meu olhar, ele também olhava, reparava em mim, tinha um ar safado... quando estava no balcão, passava junto a ele, se tivesse que ir à prateleira atrás do balcão buscar alguma peça de roupa, de costas, as minhas nádegas roçavam nas dele… 


Era quarta-feira, pouca conversa tinha existido entre nós, mas trocávamos muitos olhares, ele também sabia provocar, no olhar, no aproximar, no meter conversa, estava a ficar tentada a cair nos braços dele… já estava quase a terminar o dia de trabalho, depois de algumas insinuações e de existir atração de parte a parte… fui ao armazém preparar umas roupas, pouco depois entrou o Bruno… sorrimos um para o outro, desinibido… disse-me que eu estava a mexer com ele, deixou-me sem reação… e acrescentou que no dia seguinte íamos estar até mais tarde na loja, não sabia se ia conseguir resistir… saiu do armazém, a conversa ficou cortada e eu nada lhe disse… mas… deixou-me com mais apetite de nos envolvermos…


Quinta-feira, foi um dia com bastante trabalho, muita gente na loja, pouco tempo para dar atenção ao Bruno, por vezes aproximava-se… falava… mas havia muito que fazer… o fim do dia aproximava-se… ele foi lanchar a uma pastelaria ao lado e sem lhe pedir, trouxe-me o lanche, entregou-me e disse que era para me adoçar… gostei do miminho.


Já tínhamos fechado a loja para os clientes, mas continuávamos a remodelá-la, além de mim e do Bruno também havia outro funcionário, íamos conversando sobre o dia que estava a chegar ao fim, o Bruno perguntou-me se tinha gostado do docinho que me deu ao lanche… disse-lhe que sim, que tinha acertado porque era dos meus doces preferidos… 


Entretanto o trabalho estava a chegar ao fim, o outro funcionário foi embora antes do Bruno… o Bruno convidou-me para irmos comer alguma coisa…já era tarde, fomos no meu carro a um restaurante que ainda estaria aberto… falámos das nossas vidas, dos nossos sonhos… de relações passadas… para a idade que tinha, era um homem maduro, com história de vida, e conseguia manter uma conversa… o jantar terminou… o Bruno perguntou-me:

- Há um sítio que gosto muito de ir… quer ir até lá comigo?

- Achas que vale a pena? É longe?

- Claro que vale, não se vai arrepender… fica a caminho de minha casa, aproveita e deixa-me em casa, cerca de 15km…

- Já te estás a aproveitar da minha boleia é?

- Vai gostar do sítio por isso vai compensar…


O Bruno deu-me as indicações do caminho, estava curiosa por saber para onde ia, começamos a subir, a subir bastante… perguntou-me se tinha medo de alturas, disse-lhe que não… passado algum tempo mandou-me estacionar o carro, era um parque com várias árvores e bastante escuro, disse-lhe que não tinha medo de alturas, mas do escuro dava-me medo… protegeu-me… abraçou-me e caminhámos juntos... levou-me até um miradouro, tinha uma vista fantástica… muitas luzes no horizonte, a lua bem definida, a noite não estava fria, de cima disse-me onde morava, lógico que não se via, não tinha casas por perto… estava tudo muito silencioso, continuávamos abraçados, olhei para o rosto dele, o Bruno olhava o horizonte, desviou o olhar na minha direção… e… encostámos os lábios… beijámo-nos… e demos um abraço forte… sentia-me aconchegada por ele… os beijos continuavam… beijou-me o pescoço… arrepiava-me… as mãos dele seguravam a minha cintura, as minhas mãos passavam pelas costas dele, disse-me que se já era difícil resistir-me, naquele momento estava a ser ainda mais difícil resistir… ao ouvido dele perguntei-lhe porquê… disse-me que… tinha vontade de sentir o meu corpo ao ar livre… acariciar-me ainda mais… os nossos telemóveis iluminavam-nos com as lanternas juntamente com a lua entre as árvores... havia um banco de jardim, sentámo-nos… 


As nossas mãos passavam no corpo um do outro… tirou-me o seio da blusa… apalpou-o… meteu-o na boca… o bico quase saía do seio… a minha mão foi de encontro ao pénis dele… apertei-o… tirou as calças, eu tirei a blusa, os nossos corpos estavam quentes, o Bruno apertava os meus seios, lambia-os, beijava-me com a língua dentro da minha boca… eu baixei-me, bati-lhe uma punheta e chupava-lhe a pontinha do pénis… a minha boca molhava-se com a baba do pénis… a seguir puxou-me as calças para baixo, mandou-me colocar um pé em cima do banco, por trás… a língua dele foi ter à minha vagina, lambeu-a… meteu dois dedinhos, o silêncio era tanto, que só ouvia os meus gemidos e o barulho dos dedos a entrar na minha vagina molhada… já estava bem desejosa, o Bruno pegou no seu pénis... e enfiou-o bem dentro de mim, estava muito quente e duro… deu-me palmadas leves, agarrou os meus seios por trás… virei a cara e enquanto me fodia meteu-me dois dedos na minha boca, chupava os dedos ao mesmo tempo… estava muito intenso… 


Sentei-o no banco… fui para cima dele, quis sentar-me em cima do pénis, sentia-o bem lá no fundo, beijava a boca dele, ele apertava os meus seios, por vezes lambia os meus bicos, aumentei a intensidade, o olhar dele fazia notar que estava quase a vir-se… eu sentia que ia aguentar pouco mais, continuámos com aqueles movimentos que nos enchiam de prazer… os nossos gemidos faziam ouvir o nosso eco naquele lugar, agarrei-me ao encosto do banco, soltei um gemido intenso, estava a vir-me, ao mesmo tempo o Bruno gemeu e atingiu o orgasmo, a minha vagina ficava cheia de leite… nunca me tinha acontecido de ter um orgasmo em simultâneo com alguém... foi brutal… o próprio lugar compensou muito, senti-me livre, parecia que o mundo era só nosso.


Fonte: Imagem retirada da internet, pinterest


No meio daquela adrenalina toda, nasceu o Duarte, fui mãe sem ter programado, a minha vida mudou totalmente, o Bruno assumiu a paternidade, continuou a trabalhar na loja por algum tempo, mas depois foi trabalhar para outro lado, nunca chegámos a ter uma relação. 



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