Sempre fui uma mulher com uma rede social alargada, era empresária no ramo têxtil, tinha várias lojas de roupa... quase ficava sem tempo para relacionamentos, tinha 29 anos, dedicava-me inteiramente à parte profissional e a parte pessoal ficava para trás.
Embora tivesse pouco tempo para me envolver, sentia essa necessidade, não queria estar agarrada a uma relação que me prendesse e afetasse a parte profissional, sabia que não ia dar certo… queria apenas ter os meus encontros com quem achasse interessante e passava muito tempo sem o fazer...
Tinha vários fins de semana sem sair, ou porque o tempo era escasso, ou porque me sentia cansada, ou porque preferia usufruir da minha casa, visto que durante a semana só usava o meu quarto e pouco mais.
Numa das minhas lojas havia um funcionário novo chamado Bruno, fora a minha sócia que lhe tinha feito a entrevista, já me informara que ele era de cortar a respiração… tinha 22 anos, pouca barba, olhos esverdeados, cabelo castanho, fisicamente estava no ponto, muitas tatuagens nos braços… era muito sexy…
Passei uma semana seguida durante a tarde naquela loja, era a altura de mudar a coleção, queria saber se ele tinha jeito para o atendimento, quis controlar a faturação.
Numa terça-feira, informei os dois funcionários que na quinta-feira seria para ficarem até mais tarde, para se remodelar a loja… colocar roupa em saldo e dispor a nova coleção…
Enquanto estava na loja observava a forma como o Bruno trabalhava, pelo canto do olho apreciava os atributos físicos dele, por vezes não disfarçava o meu olhar, ele também olhava, reparava em mim, tinha um ar safado... quando estava no balcão, passava junto a ele, se tivesse que ir à prateleira atrás do balcão buscar alguma peça de roupa, de costas, as minhas nádegas roçavam nas dele…
Era quarta-feira, pouca conversa tinha existido entre nós, mas trocávamos muitos olhares, ele também sabia provocar, no olhar, no aproximar, no meter conversa, estava a ficar tentada a cair nos braços dele… já estava quase a terminar o dia de trabalho, depois de algumas insinuações e de existir atração de parte a parte… fui ao armazém preparar umas roupas, pouco depois entrou o Bruno… sorrimos um para o outro, desinibido… disse-me que eu estava a mexer com ele, deixou-me sem reação… e acrescentou que no dia seguinte íamos estar até mais tarde na loja, não sabia se ia conseguir resistir… saiu do armazém, a conversa ficou cortada e eu nada lhe disse… mas… deixou-me com mais apetite de nos envolvermos…
Quinta-feira, foi um dia com bastante trabalho, muita gente na loja, pouco tempo para dar atenção ao Bruno, por vezes aproximava-se… falava… mas havia muito que fazer… o fim do dia aproximava-se… ele foi lanchar a uma pastelaria ao lado e sem lhe pedir, trouxe-me o lanche, entregou-me e disse que era para me adoçar… gostei do miminho.
Já tínhamos fechado a loja para os clientes, mas continuávamos a remodelá-la, além de mim e do Bruno também havia outro funcionário, íamos conversando sobre o dia que estava a chegar ao fim, o Bruno perguntou-me se tinha gostado do docinho que me deu ao lanche… disse-lhe que sim, que tinha acertado porque era dos meus doces preferidos…
Entretanto o trabalho estava a chegar ao fim, o outro funcionário foi embora antes do Bruno… o Bruno convidou-me para irmos comer alguma coisa…já era tarde, fomos no meu carro a um restaurante que ainda estaria aberto… falámos das nossas vidas, dos nossos sonhos… de relações passadas… para a idade que tinha, era um homem maduro, com história de vida, e conseguia manter uma conversa… o jantar terminou… o Bruno perguntou-me:
- Há um sítio que gosto muito de ir… quer ir até lá comigo?
- Achas que vale a pena? É longe?
- Claro que vale, não se vai arrepender… fica a caminho de minha casa, aproveita e deixa-me em casa, cerca de 15km…
- Já te estás a aproveitar da minha boleia é?
- Vai gostar do sítio por isso vai compensar…
O Bruno deu-me as indicações do caminho, estava curiosa por saber para onde ia, começamos a subir, a subir bastante… perguntou-me se tinha medo de alturas, disse-lhe que não… passado algum tempo mandou-me estacionar o carro, era um parque com várias árvores e bastante escuro, disse-lhe que não tinha medo de alturas, mas do escuro dava-me medo… protegeu-me… abraçou-me e caminhámos juntos... levou-me até um miradouro, tinha uma vista fantástica… muitas luzes no horizonte, a lua bem definida, a noite não estava fria, de cima disse-me onde morava, lógico que não se via, não tinha casas por perto… estava tudo muito silencioso, continuávamos abraçados, olhei para o rosto dele, o Bruno olhava o horizonte, desviou o olhar na minha direção… e… encostámos os lábios… beijámo-nos… e demos um abraço forte… sentia-me aconchegada por ele… os beijos continuavam… beijou-me o pescoço… arrepiava-me… as mãos dele seguravam a minha cintura, as minhas mãos passavam pelas costas dele, disse-me que se já era difícil resistir-me, naquele momento estava a ser ainda mais difícil resistir… ao ouvido dele perguntei-lhe porquê… disse-me que… tinha vontade de sentir o meu corpo ao ar livre… acariciar-me ainda mais… os nossos telemóveis iluminavam-nos com as lanternas juntamente com a lua entre as árvores... havia um banco de jardim, sentámo-nos…
As nossas mãos passavam no corpo um do outro… tirou-me o seio da blusa… apalpou-o… meteu-o na boca… o bico quase saía do seio… a minha mão foi de encontro ao pénis dele… apertei-o… tirou as calças, eu tirei a blusa, os nossos corpos estavam quentes, o Bruno apertava os meus seios, lambia-os, beijava-me com a língua dentro da minha boca… eu baixei-me, bati-lhe uma punheta e chupava-lhe a pontinha do pénis… a minha boca molhava-se com a baba do pénis… a seguir puxou-me as calças para baixo, mandou-me colocar um pé em cima do banco, por trás… a língua dele foi ter à minha vagina, lambeu-a… meteu dois dedinhos, o silêncio era tanto, que só ouvia os meus gemidos e o barulho dos dedos a entrar na minha vagina molhada… já estava bem desejosa, o Bruno pegou no seu pénis... e enfiou-o bem dentro de mim, estava muito quente e duro… deu-me palmadas leves, agarrou os meus seios por trás… virei a cara e enquanto me fodia meteu-me dois dedos na minha boca, chupava os dedos ao mesmo tempo… estava muito intenso…
Sentei-o no banco… fui para cima dele, quis sentar-me em cima do pénis, sentia-o bem lá no fundo, beijava a boca dele, ele apertava os meus seios, por vezes lambia os meus bicos, aumentei a intensidade, o olhar dele fazia notar que estava quase a vir-se… eu sentia que ia aguentar pouco mais, continuámos com aqueles movimentos que nos enchiam de prazer… os nossos gemidos faziam ouvir o nosso eco naquele lugar, agarrei-me ao encosto do banco, soltei um gemido intenso, estava a vir-me, ao mesmo tempo o Bruno gemeu e atingiu o orgasmo, a minha vagina ficava cheia de leite… nunca me tinha acontecido de ter um orgasmo em simultâneo com alguém... foi brutal… o próprio lugar compensou muito, senti-me livre, parecia que o mundo era só nosso.
No meio daquela adrenalina toda, nasceu o Duarte, fui mãe sem ter programado, a minha vida mudou totalmente, o Bruno assumiu a paternidade, continuou a trabalhar na loja por algum tempo, mas depois foi trabalhar para outro lado, nunca chegámos a ter uma relação.

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