Nasci num país africano chamado Cabo Verde, cedo senti necessidade de sair de lá, não tinha as condições que pretendia para viver e tendo parte da minha família em Portugal, o meu desejo era ir ter com eles. A minha infância foi difícil, perdi o meu pai com 7 anos, sendo o filho mais velho, tive de ajudar a minha mãe a criar os meus irmãos, com muito esforço, sempre tive a força necessária para ultrapassar as dificuldades.
Fui para Lisboa com 16 anos, queria dar continuidade aos meus estudos, e estudar música passava pelos meus planos, aprendi piano, era um instrumento que adorava tocar.
Embora tivesse um pouco de formação musical, o trabalho que arranjei, foi como funcionário numa escola de música. A minha família acolheu-me enquanto precisei, e foi uma grande ajuda até ser independente. Já trabalhava há alguns anos na escola, tinha 27 anos, morava sozinho e comprei um piano em segunda mão para colocar em casa.
Na escola de música conheci uma aluna de piano, tinha 24 anos, o seu nome era Lúcia, uma mulher de pele branca, olhos grandes, usava o cabelo liso preso, o corpo era bem delineado, dava nas vistas pelas roupas que usava, decotes ousados e calças justas que definiam o rabo.
Fomos ganhando confiança nos intervalos das aulas, a amizade ficava mais vincada pela troca de experiências e pela partilha de carinho, através dos gestos e palavras.
Ambos gostávamos de artes, e num sábado à tarde por mera coincidência encontrámo-nos numa exposição de pintura, eu estava sozinho e a Lúcia com uma amiga, conversámos um pouco e após termos visto a exposição juntos, convidou-me para lanchar, durante o repasto trocámos opiniões sobre as obras e falámos sobre arte.
A cumplicidade que tinha com a Lúcia mexia comigo, deixava-me com vontade de estar mais vezes com ela, de dizer-lhe que a paixão estava a apoderar-se de mim, refugiava-me nas teclas do piano, para combater a ausência da Lúcia nos fins de semana… e pensava na reação que podia ter se dissesse que estava a gostar dela. Não estava preparado para um "não ".
Tinha de transmitir o que sentia, o desejo, perceber se seria correspondido… um dia após as aulas, questionei-a… se tinha alguém, se queria sair comigo… e a resposta foi uma faca a entrar no meu corpo, tinha começado uma relação recentemente, deixou-me de rastos, não conseguia ver-me com mais ninguém. Isolei-me, deixei de sair… caí numa solidão, num vazio interior, num sofrimento desmedido, como haveria de arranjar forma para erguer-me.
Não voltei a vê-la porque já tinha terminado o curso de piano. Tinha o contacto dela, mas não queria interferir na sua relação, o meu pensamento estava focado nela e isso não me permitia ter relacionamentos.
Passados dois anos, encontrei a Lúcia, numa exposição de fotografia, o seu olhar era triste, mais magra, abatida… aproximei-me… não sabia qual seria a sua reação quando me visse, por trás dela, perguntei:
- Lúcia? Estás bem?
Olhou para trás, quando me viu, os olhos grandes ficaram ainda maiores, sorriu e disse…
- Estava longe de imaginar que te fosse ver aqui.
- Eu também não esperava, como tens passado?
- Mal… a fase tem sido difícil, vou ter de ir, tenho uns amigos à minha espera… ainda tens o meu contacto?
- Sim.
- Liga-me e falamos.
Deixei passar uns dias e liguei, o telefonema foi demorado, falámos durante muito tempo, contou que a relação que teve deixou-a de rastos, foi maltratada e chegou a ser agredida pelo ex-namorado, estava livre, abalada e traumatizada. Procurei animá-la, e disse que se precisasse de alguma coisa para ligar, estaria disposto a ajudá-la.
Alguns dias depois, ligou e disse que gostaria de estar comigo.
Ao início da noite, fomos a um barzinho, conversámos sobre o passado e presente, disse-me que a conversa que tivera comigo ao telemóvel, ajudou-a a ver as coisas de outra forma.
Saímos do bar, estava muito frio, era inverno… os nossos lábios tremiam, o seu rosto sorria, e perguntei-lhe se queria ir beber um chocolate quente a minha casa. Acedeu.
A casa estava fria, liguei o aquecedor, colocámos uma manta pelas costas, bebemos o chocolate quente. A Lúcia avistou o meu piano, perguntou se podia tocar, respondi que sim. Os seus dedos passavam nas teclas criando uma melodia que entrava nos meus ouvidos e deixava-me sereno e nostálgico. Sentia um arrepio nas costas.
A seguir fui eu que toquei, a Lúcia sentou-se no sofá, fechou os olhos, o som invadia as nossas almas, entranhava-se nos nossos sentidos, quando terminei, a Lúcia agradeceu-me pelo momento, sentei-me ao seu lado, e disse:
- Lúcia desde que começaste a namorar, não tive nenhum relacionamento, não me saíste da cabeça, sofri muito… mas continuo a gostar muito de ti, o que sinto por ti é indescritível…
Os olhos da Lúcia ficaram a brilhar e caiu uma lágrima pelo rosto e pediu:
- Abraça-me.
O nosso abraço foi profundamente sentido, como se já tivesse acontecido há muito tempo atrás… o meu rosto encostou ao dela, lentamente os nossos lábios encontraram-se, os beijos aqueceram-nos, despimo-nos… fui buscar chantilly e deitei-lhe nos bicos das mamas e na sua vulva, lambi-lhe os bicos, desci até à vagina, lambi-lhe o chantilly e chupei-lhe o clitóris, a Lúcia arrepiada, estremecia. Demos um beijo na boca com sabor doce, a seguir a Lúcia colocou chantilly ao longo do meu pau, chupou e lambeu, ficou com bocados brancos no canto da boca, mesmo com o pau grande a Lúcia tentava meter o máximo possível dentro da boca, o broche foi muito gostoso.
Sentada no sofá de lado ergueu uma perna, ficou como uma tesoura, encaixei no meio e enterrei o pénis devagarinho na sua cona, ficámos uns momentos assim...e trocámos de posição… debruçada no piano, por trás enfiei-lhe o meu pau na coninha, apalpei-lhe as mamas, a Lúcia pedia para enterrar mais, o meu pau foi bem para dentro dela, aumentei ao máximo o ritmo… já sem conseguir controlar-me mais, vi-me todo… sensação de prazer total, continuei com tesão e o pau dentro dela, o piano abanou, a Lúcia gemeu e disse alto "estou a vir-me toda".
Podíamos nunca mais nos termos visto ou não existir envolvimento, mas tudo teve um tempo certo para acontecer, se não foi mais cedo, acabou por ser mais tarde…
Criámos uma relação, enriquecida com um filho e uma filha e ligados a um amor incalculável.







