segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Iolanda

Como homem sempre fui uma pessoa isolada e introvertida, nunca tive muitos amigos, fechava-me em mim próprio, o que fosse novo ou fora da rotina deixava-me descontrolado.

A minha personalidade não me permitia conhecer pessoas novas e embarcar numa relação.


Por vezes ficava confuso se tinha interesse só por homens, mulheres ou por ambos. Era completamente inseguro na minha sexualidade, a minha ingenuidade e falta de experiência em sexo, fazia-me sentir impotente para envolver-me com alguém, continuava virgem.


Desde muito cedo via os meus amigos a namorar na escola, e eu andava sempre sozinho, seria eu diferente deles? O que iria mudar? Quando teria uma relação? As dúvidas eram muitas e ficava bloqueado quando tinha a oportunidade para avançar… 


No tempo do liceu, tive algumas aproximações de amigas com o intuito de namorar comigo, mas nunca tive atração por elas, tinha de me afastar, às vezes até fugir nos intervalos das aulas, não era aquilo que eu queria.

 

Uma vez tive muito perto de dar um beijo na boca de uma amiga, dávamo-nos bem, houve uma aproximação, uma dedicatória dela no meu livro de Português, tudo fazia prever que ia acontecer algo entre nós, numa folga que tivemos no liceu, estávamos só os dois a conversar numa bancada junto ao campo de futebol, o olhar de ambos prendeu-se nos nossos rostos, ela lambeu os lábios e na hora de eu poder investir para o beijo ou ela, nada aconteceu... marcou-me e fiquei frustrado por nada se ter passado, ainda mais sabendo que passados uns tempos soube que ela tinha iniciado um namoro com um rapaz que eu conhecia.


O tempo foi passando, tinha 25 anos e entre amigos resolvemos festejar uma despedida de solteiro numa casa de alterne, era a primeira vez que ia entrar num espaço assim. Estava ansioso e com receio de não estar preparado para o que ia ver…

Sentámo-nos num sofá, bebemos umas cervejas e veio para a minha beira uma mulher chamada Cila, apresentou-se e fez-me perguntas, não conseguia acreditar que eu ainda era virgem, era uma mulher jeitosa, trintona, cabelo solto, tatuagem no braço… entretanto a música mudou de tom, ficou mais calma, as luzes diminuíram, houve um vapor de fumo, e aconteceu um strip… ver aquela mulher a dançar e a maneira como lidava com o varão, deixou-me com tesão, fiquei molhado… sentia um apetite fora do normal de fazer sexo… passado algum tempo, após sair da minha beira a trintona, veio outra mulher para junto de mim, chamava-se Iolanda, tinha 27 anos, coxa bem à mostra, o seu corpo atraía, piercing na língua, cabelo escuro e comprido… a nossa conversa prolongou-se por algum tempo… até perguntar-me:

- Sobes comigo até ao quarto?

Pergunta muito tentadora, acho que só assim podia ter um envolvimento, corado e gago perguntei:

-Teria de ser muito especial... é a minha primeira vez…

-Quero dar-te todo o prazer, vais adorar.

Sem ter a certeza se ia ceder para subir ao quarto, a Iolanda agarrou a minha mão e disse:

- Vamos?

Não resisti… disse sim.


Subimos de mão dada… sensação estranha… nunca me tinha acontecido, ia ser tudo novo…

Já no quarto fiquei deitado, não quis que houvesse troca de beijos, a Iolanda colocou-me um preservativo no meu pénis, chupava enquanto metia a proteção, o meu pau ficou mais duro, continuou a chupar… por cima do preservativo… inclinei a cabeça para trás, estava a ser bom demais… embora não me sentisse totalmente à vontade, apalpei os seus seios, eram duros e os bicos grandes… fui para cima da Iolanda, tentei acertar no buraco da sua cona e penetrei-a… estava bem quentinho e tinha humidade dentro dela… insisti no balanço do meu corpo por cima, enquanto agarrava e apalpava as suas mamas… parei um pouco porque estava quase a vir-me… a seguir a Iolanda veio para cima do meu corpo, agarrou nas minhas mãos e cavalgou em cima do meu pau, o ritmo estava tão bom, não aguentei mais tempo… tinha chegado ao orgasmo… 


Fonte: Imagem retirada da internet, pinterest

Não era assim que queria que fosse a minha primeira vez, mas dado à minha forma de ser, foi assim que se proporcionou… não foi tempo perdido… mais tarde, a Iolanda deixou a prostituição e passou a ser a minha namorada. 

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