Estive vários anos a trabalhar numa empresa mediana, mas não era o que queria. Através de um amigo surgiu o convite para entrar numa empresa bastante conceituada, com o cargo de presidente do conselho fiscal, seria um salto grande na minha curta carreira. Tinha 28 anos, estava solteira e era uma mulher ambiciosa. O meu objetivo sempre foi evoluir e subir todos os patamares profissionais e ter sucesso.
Entrei na empresa passado um mês. Fui recebida pelo Administrador, um homem na casa dos sessenta anos. Mostrou-me os objetivos da empresa, quem estava nos cargos principais e orientou-me nas minhas tarefas. Parecia ser uma pessoa que gostava de ajudar, e sendo uma empresa tão grande e com tantos lucros, teria de ser competente e ter pessoas bastante aptas a seu lado... Disse-me que no dia seguinte ia haver uma reunião, para me inteirar dos assuntos e conhecer as pessoas mais importantes dentro da empresa.
A reunião foi da parte da tarde. Fomos várias pessoas para uma sala, uma das pessoas que estava presente era filho do Administrador, chamava-se Santiago, era o Presidente da Assembleia Geral, notei que talvez por ser familiar do Administrador, os assuntos passavam muito por ele, era uma pessoa atenta, perspicaz e responsável. Senti-me pequenina no meio dos tubarões, mas não dei a parte fraca, quis mostrar competência para ocupar o meu cargo.
Os olhares de todos estavam dirigidos a mim, por ser nova na empresa. Mas o olhar do Santiago era mais intenso, olhava constantemente e não sabia disfarçar, senti-me um pouco intimidada. Após a reunião terminar, o Santiago deu-me sinal para aguardar, quis falar a sós comigo. Com uma voz forte e bem colocada disse:
- Bem-vinda, espero que se adapte bem à empresa e que tudo corra bem.
- Obrigada, assim o espero.
- Caso precise de alguma coisa, estarei ao seu dispor, aliás se tiver alguma dúvida pergunte-me, sou a pessoa mais indicada para a ajudar.
- Ok… dúvidas vão existir sempre, por isso vou mantendo-o a par de tudo.
- O meu gabinete fica ao lado do seu, estaremos perto e estou cá todos os dias.
Senti-me mais protegida com a conversa do Santiago, soube bem sentir aquele apoio.
A sua presença no meu gabinete era assídua, mostrava interesse sobre o que eu fazia e tirava-me todas as dúvidas, entre os assuntos metia a sua piada… com o passar do tempo ganhámos confiança um com o outro, a meio da manhã íamos tomar café, e falávamos sobre a nossa vida pessoal, os nossos gostos, o que gostávamos de fazer…
Fiquei a saber que o Santiago tinha 40 anos, era solteiro, morava num apartamento junto à praia, mas tinha outra casa numa aldeia. Além disso possuía um iate, para passear pelo mar. Ou seja bens não lhe faltavam, tinha tudo o que queria, era milionário.
Fisicamente era um homem de estatura média, um bocadinho de peso a mais, com uma barriga ligeiramente saliente, olhos castanhos, cabelo preto a cobrir as orelhas.
Não sentia atração pelo Santiago, mas era importante manter-me próxima e ter uma boa relação com ele.
O Santiago tinha boas conversas, provocava, sabia o que dizia e a forma de dizer as coisas no momento certo. Comecei a achar, perante as suas conversas, que tinha interesse em envolver-se comigo.
Passados uns meses, continuávamos a ter os nossos cafés a meio da manhã e da tarde, as nossas conversas já tendiam para existir um convite para sairmos os dois, já nos conhecíamos bem. Como tal… o Santiago sabendo que eu adorava o mar, propôs-me dar um passeio de barco…
Sábado de sol, temperatura amena. Estávamos no início de junho, os dias eram grandes… saímos a seguir ao almoço, entrámos no iate e o Santiago iniciou a viagem. Após umas horitas de viagem já estávamos em alto mar, um oceano calmo, uma imensidão de água… o iate parado, o Santiago e eu fomos para o interior, tinha uns degraus para a parte de baixo, abriu uma garrafa de champanhe, disse que já vinha tarde, mas era para comemorar a minha entrada na empresa. Fizemos um brinde… sorrimos um para o outro… estávamos de pé frente a frente, o Santiago pôs as duas mãos no meu rosto, e o seu rosto aproximou-se, beijou-me… não foi o melhor beijo do mundo, mas acedi e dei continuidade ao beijo, o ambiente do mar, o balancear do barco pedia algo mais, despiu-me… o seu toque nos meus seios arrepiou-me, foi diretamente à minha vagina, lambeu-a, conseguiu excitar-me um pouco mais, a seguir tirei-lhe as calças e os boxers, o pénis libertava baba, era fino e médio, com uma curvatura para a esquerda, chupei-o estava duro, o Santiago passado pouco tempo pediu para parar, estava quase a vir-se e não queria que fosse daquela forma, beijou-me novamente, a sua língua passou pelos meios seios, veio para cima de mim, esfregou o pau no meu clitóris e depois meteu-o na minha cona, aumentou o desejo, respirações ofegantes, o Santiago continuou sem parar, sem trocar a posição, gemeu e senti a cona molhada, veio-se… naquele momento simulei o orgasmo, gemi mais alto… demos uns linguados e senti-o satisfeitíssimo.
Acabei por ser interesseira, não tinha atração, nem desejo pelo Santiago, mas deixei-me envolver, fui pelo passeio de barco, por ser algo diferente do que já tinha feito, e não lhe quis dizer "não " por temer alguma represália na empresa, o certo é que não foi bom para mim, continuámos a sair, viajámos juntos, mantive uma relação que não era feliz, subi no cargo da empresa, e estando presa à relação, à família e à empresa, casámos. Passados dois anos, o casamento terminou, não existia amor.

Belíssimo pois mostra o sentimento real da mulher. Gostei muito disso neste conto. =) E que belíssima cena. Barco e o mar. AMEI. ;)
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